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Manifestação contra aids reúne ativistas no centro de São Paulo

Ato público contra a Aids ocorreu no Vale do Anhangabaú e reuniu ativistas de diversas organizações que lutam contra a Aids no estado de São Paulo.

Agência Aids
29/11/2013

Às vésperas do dia 1° de dezembro, militantes de São Paulo se juntaram nessa sexta-feira (29) no Vale do Anhangabaú, na região central da cidade, para um ato público contra a aids. Os ativistas amarraram no Viaduto do Chá uma faixa branca anunciando em letras vermelhas que domingo é o Dia Mundial da Luta Contra a Aids. O objetivo é chamar atenção e alertar a população sobre os desafios na luta contra a epidemia.

Em seu discurso, o presidente do Fórum de ONG/Aids, Rodrigo Pinheiro, leu o manifesto da Articulação Nacional de Luta Contra a Aids (Anaids), que pede uma saúde pública de qualidade no país. Na carta, intitulada "Luto e Luta Por Uma Saúde Pública de Qualidade", os ativistas dizem que a situação brasileira da epidemia exige maior atenção e envolvimento da sociedade civil, assim como maior compromisso e efetividade da gestão pública em todos os níveis. (Leia mais)

O professor e pesquisador Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), participou do ato e afirmou que se o "pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha (do PT, atual minsitro da Saúde) for eleito, o Estado corre risco de retroceder no combate à aids". Segundo Jorge, foi na gestão Padilha que houve censura à campanha contra a aids destinada às prostitutas.

O jornalista Paulo Giacomini, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, pediu atenção na luta a favor de cirurgias contra a lipodistrofia - caracterizada pela distribuição irregular de gordura no corpo, com acúmulo ou perda da mesma em algumas áreas do corpo. "A lipodistrofia é responsável pela fragilidade das pessoas vivendo com HIV e aids", ressaltou.

Américo Nunes Neto, presidente do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), lembrou que o 1º de dezembro é um dia de reivindicações e de repensar a luta contra a aids. Para ele, "é preciso que os soropositivos participem de atos como este não só nesta época mas durante o ano inteiro".

Para o professor da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer, este ato é especial. "Completamos 30 anos da descoberta do HIV e agora estamos tendo a oportunidade de refletir sobre os avanços e os obstáculos na luta contra a aids.” Ele continua: "Nos últimos anos, estamos acumulando evidências cientificas de que podemos derrotar a aids". finalizou.

Diversas organizações que trabalham contra aids no estado marcaram presença no evento.

Talita Martins