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David Uip expõe situação da saúde no estado para plateia de empresários

Secretário de Saúde do Estado de São Paulo volta afirmar que não há condições de transferir o tratamento de HIV/aids da rede especializada para as unidades básicas de saúde, como pretende o governo federal.

Agência Aids
04/12/2013

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, voltou a afirmar ontem que não há condições de transferir o tratamento de HIV/aids da rede especializada para as unidades básicas de saúde, como pretende o governo federal. Ele falou sobre o assunto no seminário Lide Saúde, na noite dessa terça-feira ( 3), na sede da Omint, empresa de seguro saúde. A adoção da medida, segundo Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, ficará a cargo de cada região e, desde o início, David se posicionou contra adotá-la no estado de São Paulo.

Ainda no seminário, promovido pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, de João Doria Junior, David falou que o seu estado vai se posicionar ativamente para reverter os índices crescentes de infecção por HIV entre jovens gays. Em sua apresentação para a platéia de empresários da área de saúde e médicos, chamou de assustadores os dados registrados entre essa população. “Ter aids é muito ruim, vamos ter de atacar esse problema de frente”, continuou .

David também contou que a sua secretaria tem planos de botar nas ruas campanhas de prevenção de câncer de mama e de recuperação de visão. Falou dos problemas de gestão, especialmente nos municípios. A burocracia, alimentada com itens como excesso de portarias, déficit financeiro e financiamento federal em declínio, foi citada como uma das maiores dificuldades para as inovações. “Se demito um funcionário, preciso esperar 134 dias para contratar outro”, exemplificou.
Ele falou também do projeto de reativar 15 mil leitos e de instituir entre os médicos um plano de carreira baseado na meritocracia. “Quanto mais graduado ele for, mais ele vai ganhar. Também vamos pagar cerca de 30% a mais para os profissionais que forem trabalhar nas periferias.”

No fim do seminário, Claudio Luiz Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, que compôs a mesa, chamou atenção para a importância de cuidar da saúde das pessoas. “As economias avançadas não se tornaram avançadas e depois investiram em saúde. Elas investiram em saúde e, por isso, se tornaram avançadas.” Luiz Carlos Borgonovi, presidente da EMS Pharma, Nadir Moreno, da Lide Mulher, e Gonzalo Veccina Neto, superintendente do Hospital Sírio Libanês também estavam na mesa do evento do grupo Lide.