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Movimentos sociais de aids e tuberculose se unem e publicam nota em defesa da vida

Movimentos manifestaram sua indignação pelo modo com que a política de saúde vem se constituindo em nosso país.

Agência Aids
18/04/2020

Os Movimentos Sociais de Luta Contra a Aids e Tuberculose, aqui representados por: Anaids (Articulação Nacional de Luta contra a Aids); ART-TB (Articulação Social Brasileira para o Enfrentamento da Tuberculose), RNP+Brasil (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids), MNCP (Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas), RNAJVHA (Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids), RNTTHP (Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/Aids), vêm a público manifestar sua indignação pelo modo com que a política de saúde vem se constituindo em nosso país, especialmente pela insensibilidade do presidente da República que transforma a grave crise do coronavírus – Covid-19, num grande tabuleiro do jogo político e de interesses.

Nos preocupa que a busca do interesse econômico acabe por suplantar o cuidado com vidas, e que as orientações científicas, emanadas da OMS, sejam secundarizadas em meio ao adoecimento e a morte da população, especialmente a camada mais vulnerável e empobrecida.

Esperamos que essa transição, bem como as ações futuras do novo ministro, permaneçam baseadas no rigor científico e não em especulações e interesses políticos, e que sejam sintonizadas com os Direitos Humanos e a experiência comunitária, que possui história junto ao acolhimento e o vínculo com o Sistema Único de Saúde – SUS.

Conhecemos de perto a realidade da população que vive com HIV, aids e tuberculose, as limitações materiais, o estigma, o preconceito, a discriminação, a falta de atenção social para necessidades básicas como alimentação, moradia e trabalho. O avanço do coronavírus nestes grupos poderá reverberar nestes limitantes, gerando perda de vidas, por isto acreditamos que o momento é de ação decisiva e não de briga de egos.

Estamos atentos às ações do Governo Federal, como condutor principal da política de enfrentamento da Covid-19, sem negligenciar a atuação decisiva junto a outros problemas de saúde que continuam sem resposta satisfatória e já sofrem revezes com a diminuição de quadro funcional, de orçamento e de prioridade política.

Todas as vidas merecem atenção e dedicação. A vida de cada pessoa é importante.