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Desobediência e HIV: Curso vai abordar novos caminhos na epidemia de aids

O curso Desobediências & HIV surge como um diálogo inicial sobre os novos caminhos da epidemia de aids na visão de duas mulheres negras soropositivas.

Agência Aids
24/08/2020

Com objetivo de realizar reflexões e atualizações sobre o HIV/aids, o curso Desobediências & HIV surge como um diálogo inicial sobre os novos caminhos da epidemia de aids na visão de duas mulheres negras soropositivas. Assim, Aline Nascimento e Micaela Cyrino, irão conduzir o aprendizado online que acontecerá entre os dias 25 a 27 de agosto.

“Estamos 36 anos em diálogo com a epidemia de aids no Brasil, desde o início a sociedade civil foi fundamental para construção de respostas para a epidemia e garantia de direitos para as pessoas vivendo HIV. Hoje temos acesso gratuito a testagem, PrEP, PEP e outras tecnologias de tratamento e prevenção. Mesmo que disponíveis no SUS, não é toda a população que acessa essa informação. E a aids atua como um dos viés do genocídio da população negra e periférica”, defendem as organizadoras do curso.

Atualmente o Brasil dispõe de uma legislação específica para assegurar os direitos trabalhistas das pessoas vivendo com HIV/aids, além de diversas prerrogativas financeiras para fomento de uma vida digna, tal como pressupõe os direitos básicos universais.

O Curso

Segundo Micaela, idealizadora do curso, a intenção é “pensar sobre como a gente está fazendo circular o debate sobre o HIV. Ele surgiu com o Congresso de Aids, em julho. Acompanhei algumas atividades e achei elas bem técnicas dentro do que a gente procura sobre entendimento de pesquisa. Então, sobre as atividades que participei tive que pedir ajuda para médicos que conheço, para outros ativistas para a gente chegar no entendimento que a gente possa acessar. Conversei muito com a Aline sobre o tema e a convidei para que ela possa apresentar a pesquisa dela em relação à vivência com HIV e minha pesquisa também, que acontece dentro da pesquisa de cura, mas que tem um lado mais artístico e sensorial.”

Micaela explica que haverá espaço para trocas e ouvir a população “para saber os caminhos que a gente está seguindo, especialmente sobre entendimento e informação.”

Sobre o formato do curso, Aline explica que “serão apresentadas ferramentas de fácil compreensão para uma leituracrítica e aprofundada das epidemias de aids. Serão discutidos conceitos técnicos sobre protocolos clínicos, as atuais pesquisa de cura, as legislações específicas envolvendo as questões HIV/aids, entre outros temas. Sendo assim, o curso está sendo pensado não só para as pessoas vivendo com HIV/aids, mas para todas as pessoas que se entendem sujeitos políticos também atravessados por essa epidemia social.”

O ativista Flip Couto, produtor do evento, afirma que refletir sobre o HIV/aids com um olhar atual e amplo “se faz necessário justamente nesse momento que estamos experienciando perdas de vidas e também de direitos já conquistados.”

Para ele, a pandemia do novo coronavírus trouxe ao mundo a emergência de se discutir a saúde coletiva e o direito à vida de uma forma ampla, “pois escancarou desigualdades sociais que refletem no acesso a tratamento, diagnóstico, prevenção, desafios enfrentado pelo movimento aids há mais de 30 anos.”

Nesse sentido, ele ressalta que as ativistas Micaela Cyrino e Aline Ferreira são figuras de extrema importância na história do movimento aids que carrega muitos desafios e perdas, mas também traz importantes conquistas e construções de saúde pública, uma vez que elas estão sempre em busca de ampliar o acesso à informação.

Mais informações

Dias 25 á 27 de Agosto de 2020
Das: 14:30 às 16:30
Transmissão Via Zoom
Ingressos via Sympla
Link: https://bit.ly/DesobedienciaseHIV