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Estudo aponta que a maconha pode inibir a propagação do vírus HIV

Substância encontrada na Cannabis pode influenciar no equilíbrio dos níveis de células saudáveis no organismo infectado pelo HIV.

GNT
12/02/2014

Usada como complemento no tratamento de doenças em alguns países, a maconha tem sido muito utilizada também no alívio de sintomas associados ao HIV/Aids, como dor crônica e perda de peso. Agora o THC (tetraidrocanabinol), substância psicoativa da planta, tem sido apontado como um inibidor da multiplicação do vírus HIV. A conclusão é de um estudo da Universidade do Estado da Louisiana, publicado na revista "AIDS Research and Human Retroviruses".

Durante os 17 meses da pesquisa, cientistas injetaram uma dose diária de THC em macacos infectados pelo vírus. Ao longo desse período, notou-se que os danos ao tecido do estômagos dos primatas, uma das áreas do corpo mais propícia à propagação do vírus HIV, diminuíram. O relatório da Dra. Patricia Molina, que conduziu o estudo, aponta que, enquanto o HIV se espalhava, infectando e matando células do sistema imunológico daqueles animais infectados que não receberam as doses diárias de THC, os macacos que receberam o tratamento com a substância mantiveram níveis mais altos de células saudáveis.

A infecção pelo vírus HIV ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos. A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por microorganismos que, normalmente, não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune sem o HIV.

No ano passado, um oncologista do Reino Unido descobriu que os compostos da maconha podem matar células de câncer em pacientes com leucemia e cientistas do California Pacific Medical Center, em San Francisco, têm realizado pesquisas que sugerem que esses compostos também pode combater outros cânceres agressivo.

Atualmente, a maconha já é indicada como tratamento alternativo para pessoas vivendo com HIV/Aids com casos de perda de peso (o THC aguça o apetite) e dor crônica (a substância seria mais eficaz do que a morfina).