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amFAR anuncia investimento de dois milhões de dólares em bolsas de pesquisa para a cura da aids

Fundação para Pesquisa da Aids anuncia a concessão de 12 bolsas para pesquisadores no Estados Unidos e ao redor do mundo para prosseguir com a pesquisa com foco na cura da doença.

Agência Aids
24/02/2014

Após o lançamento da campanha “Contagem Regressiva para a cura do HIV/Aids", uma iniciativa que busca encontrar a cura para o HIV até 2020, a amfAR, - Fundação para Pesquisa da Aids - anuncia a concessão de 12 bolsas para pesquisadores no Estados Unidos e ao redor do mundo para prosseguir com a pesquisa com foco na cura da doença. As novas bolsas totalizam mais de 2.15 milhões de dólares, a maior quantia desembolsada pela Fundação focada nesse objetivo. Grande parte das doações vieram da Fundação para a AIDS & Pesquisa Imunológica (FAIR, na sigla em inglês) com uma doação de 720 mil dólares.

"Os desafios científicos para a cura do HIV foram esclarecidos e, com os investimentos certos, eles podem ser superados", disse o CEO da amfAR, Kevin Robert Frost. "Essa é a filosofia por trás da iniciativa da amfAR ‘Contagem regressiva para a cura’, e estas novas bolsas representam nosso compromisso com pesquisas inteligentes que vão acelerar nosso progresso em direção a uma cura."

As novas bolsas vão permitir aos pesquisadores explorar várias estratégias inovadoras para superar uma barreira fundamental para atingir a cura, a eliminação dos reservatórios de células infectadas que persistem em várias partes do corpo e permanecem abaixo do radar do sistema imunológico de uma pessoa ou de medicamentos anti-HIV padrão. Dando sequência a pesquisa que chegou ao primeiro caso relatado de uma criança curada do HIV, há um ano, a pesquisadora Nancy Haigwood e os pesquisadores da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, em Portland, vão testar a capacidade dos anticorpos em limitar a criação do reservatório viral em recém-nascidos infectados com o vírus. Em um estudo que busca informar como e quando o reservatório estiver estabelecido, a equipe do Dra. Haigwood vai testar em macacos jovens se os efeitos dos anticorpos encontrados serão eficazes no controle do HIV em humanos.

O doutor Hiroyu Hatano e seus colegas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, vão recrutar participantes para estudos sobre PrEP (profilaxia pré-exposição) já em curso. Como essas pessoas são frequentemente testadas para o HIV, o Dr. Hatano acredita que sua equipe será capaz de identificar os sintomas logo nas primeiras semanas de infecção, quando os reservatórios virais ainda estão sendo estabelecidos. Isso permitirá que os pesquisadores descubram quais células o HIV infecta dos primeiros estágios até a infecção aguda, e como o tratamento precoce pode afetar no tamanho ou na distribuição do reservatório.

Enquanto isso, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Toronto, Canadá, liderada pelo doutor Mario Ostrowski está adotando uma estratégia completamente diferente: a vacina terapêutica. O Dr. Ostrowski e seus colegas vão realizar um pequeno ensaio clínico de uma vacina terapêutica para determinar se ela poderá reduzir o tamanho do reservatório. A vacina será testada em pacientes que iniciaram a terapia antirretroviral em um prazo de até seis meses após serem contaminadas com o HIV. A vacina se destina a induzir a imunidade celular, um braço do sistema imunológico responsável pela morte de células que estão infectadas pelo o vírus.

"Nossos críticos científicos foram unânimes em elogiar a importância das propostas de pesquisa apresentadas nesta rodada de bolsas", disse a vice-presidente e diretora de pesquisa da amfAR, Rowena Johnston. "Nosso trabalho é explorar as possíveis vias para chegar a uma cura amplamente aplicável, e isso significa equipar cientistas de todo o mundo com os recursos de que precisam para nos ajudar a alcançar o nosso objetivo", ressalta a doutora.