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Mais de 700 pessoas com HIV no RJ deixaram de ser atendidas no Hospital São Francisco, denuncia ABIA

Direção do hospital informa que não prestará mais o serviço porque o Estado não tem recursos para manter os custos operacionais.

ABIA
28/08/2016

Mais de 700 pessoas portadoras do HIV, que recebem assistência no Hospital São Francisco (antigo Hospital Venerável Ordem Terceira da Penitência), na Tijuca (RJ), estão sem nenhum acompanhamento. O fechamento do ambulatório aconteceu no mês de agosto.

Para piorar, o hospital também fechou os oito últimos leitos disponíveis para a internação de pacientes graves que sofrem com a aids. A direção do hospital informa que não prestará mais o serviço porque o Estado não tem recursos para manter os custos operacionais. Por enquanto, apenas o acesso aos medicamentos antirretrovirais continua sendo oferecido na farmácia do hospital.

Segundo informações, uma das soluções será encaminhar os pacientes para serem atendidos em outros locais. “O Estado está sem nenhum recurso para sustentar nada. E quem vai receber esses pacientes? Ninguém sabe. A agenda das eleições já começou. Existem possibilidades de soluções, mas nada de concreto”, avaliou Juan Carlos Raxach, assistente de projetos da ABIA.

A crise do antigo Hospital Ordem Terceira acontece quatro anos depois de ser reaberto ao público com a promessa de 200 leitos exclusivos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os pacientes de aids.

“A situação é bastante crítica para as pessoas que vivem com o HIV e a aids e se agrava no Rio de Janeiro com o fechamento desse serviço. Isso piora ainda mais a crise na saúde e deixa a assistência às pessoas portadoras do HIV e aids numa espiral descendente”, afirmou Raxach.