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São Paulo recebe em setembro o Simpósio Internacional de Aids Pediátrica

Simpósio acontece a cada dois anos, desde 1992, com a finalidade de debater o que há de mais novo no tratamento de HIV/aids em crianças e adolescentes

Agência Aids
25/08/2016

“Felizmente, tem nascido cada vez menos crianças infectadas com o vírus HIV no Brasil, mas ainda não zeramos a transmissão vertical." É o que diz a infectologista Marinella Della Negra ao justificar a importância e a necessidade de um evento de grande porte para discutir a aids pediátrica. Promovido pela Associação de Auxílio à Criança e Adolescente Portador de HIV, o 9º Simpósio Internacional e 11º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrica acontecerá de 30 de setembro a 1º de outubro, em São Paulo. “Também precisamos debater a transição do adolescente para a clínica de adulto”, continua a médica. “Os que nasceram com HIV nas décadas de 80 e 90 cresceram e temos de pensar em estratégias que garantam a qualidade do atendimento.”

Marinella, uma das pioneiras no atendimento a crianças soropositivas no Brasil, preside a associação e o evento. Ela avisa que já estão abertas as inscrições para o simpósio, que acontece há 24 anos, a cada dois anos. "A finalidade sempre foi debater o que há de mais novo no tratamento de HIV/aids em crianças e adolescentes”, continua a médica.

Para ela, a adesão ao tratamento é o maior desafio no cuidado de adolescentes e jovens.

São esperadas 350 pessoas no simpósio, entre pediatras, infectologistas, hebiatras e interessados no tema.

Consta da programação debates sobre sexualidade e contracepção, gravidez na adolescência, diagnóstico tardio, reprodução, entre outros. "Vamos compartilhar experiências e ouvir o que os palestrantes, inclusive os internacionais, têm a dizer."

Estão confirmados nomes como o da diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, do secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip e da médica Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo.

Aids em crianças

O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgou uma pesquisa que diz que a cada hora, 29 adolescentes entre 15 e 19 anos são infectados pelo vírus do HIV no mundo e a aids continua sendo a segunda causa de morte nas pessoas entre 10 e 19 anos. Os dados foram apresentados em julho a 21ª Conferência Internacional de Aids, em Durban, na África do Sul.

De acordo com a agência da ONU, as meninas são particularmente mais vulneráveis, representando cerca de 65% das novas infecções em adolescentes em todo o mundo. Na África Subsaariana, onde há aproximadamente 70% das pessoas no mundo vivendo com HIV, três em cada quatro adolescentes infectados pelo vírus em 2015 eram meninas.

O Unicef aponta ainda que muitos jovens desconhecem o problema por medo de fazer o teste para a doença. Entre os adolescentes, apenas 13% das meninas e 9% dos rapazes foram testados no último ano.

Em 2015, metade das novas infeções entre crianças com idades entre 0 e 14 anos ocorreu em seis países: Nigéria, Índia, Quênia, Moçambique, Tanzânia e África do Sul.

Brasil

No Brasil, segundo dados do último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram registrados 389 casos de aids em menores de cinco anos, ou seja, 2,8 casos a cada 100 mil habitantes. O Estado de São Paulo registrou 32 casos, o Rio Grande do Sul, 47 e o Rio de Janeiro, 49.

O evento tem apoio da Sociedade Brasileira de Infectologia, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo e da Merck Sharp & Dohme.

Serviço

9º Simpósio Internacional e 11º Encontro Nacional sobre Aids Pediátrico
De 30 de setembro a 1 de outubro
Centro de Convenções Rebouças
Avenida Rebouças, 600

Inscreva-se aqui e confira a programação completa